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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Pensando sobre ser adulto





Ver defeitos ou virtudes em outras pessoas deveria estar sempre em segundo plano.
 Ao escolhermos amar nosso semelhante, simplesmente escolhemos amar. Infelizmente, ou felizmente, o pacote é completo. Muito do que enxergamos e julgamos são valores que nos são passados como certos ou errados, não efetivamente são frutos do nosso proprio discernimento. Aí entra a figura do adulto-infantil. A vivência, ou experiencia, como dizem alguns, separa os verdadeiros HOMENS, das crianças. Vemos que muito daquilo porque brigamos, muitas das posiçoes que tomamos, ou simplesmente das discussoes que fazemos questão de ganhar, no fundo nada valem, não nos faz ganhar nada. A boa convivencia, a simpatia e a tolerancia são o que nos qualificam a poder ajudar as pessoas. O ideal é poder orientá-las e ajudá-lase por si só, a tomarem as melhores decisões para suas vidas e, por tabela, aceitarem as consequencias, sejam elas quais forem, sobre os seus proprios atos.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Pensando sobre a fé



Foco e fé. O foco nos leva aos melhores lugares e a fé nos blinda, pois temos a certeza que somos especiais e guardados pelo exercito daquele que realmente manda. A boa companhia, em momentos agradáveis dá sentido a vida, renova as forças, acalma o coração, calibra o foco e fortalece a fé. É um ciclo perfeito.

Pensando sobre a vida...



Ouvir o que ninguem ouve, se importar com o que ninguem se importa, viver como ninguem vive e ser feliz como ninguem é.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Pensando em como ensinar meninos e meninas




“Meninos e meninas: a difícil tarefa de entender, ensinar e romper as barreiras” 

Algumas pesquisas apontavam diferenças anatômicas e na forma como o cérebro processa a linguagem, as informações, emoções e outras características para conduzir às distinções e comportamentos de meninas e meninos. Hoje vemos que não é possível afirmar categoricamente isto. As pesquisas que chegavam as tais conclusões também eram fortemente viciadas pela separação de gêneros imposta pela sociedade, portanto seu resultado tendia sempre a distinguir os comportamentos de meninos e meninas. Atualmente entendemos que Gênero vai alem da formação biológica e sexual do individuo. Se um menino se comporta “politicamente correto” como menino é devido aos ensinamentos culturais impostos pela sua sociedade e não pelo fato de ter nascido sob o sexo masculino, o mesmo ocorrendo com as meninas.
Nossa sociedade definiu as atribuições e formas de agir entre meninos e meninas e se tornou uma tarefa difícil a transposição dessas atribuições. Começamos pelo simples fato das famílias e das próprias crianças muitas vezes, não quererem a mudança. As famílias criam seus meninos e meninas para serem “meninos e meninas” por entenderem ser a forma correta de se portarem e conviver em nossa sociedade. Os meninos ao verem seus pais nas suas peculiaridades, na grande maioria das vezes querem imitá-los, tal qual as meninas com suas mães. Essas atitudes não partem biologicamente das crianças, mas são incentivadas desde cedo, mesmo inconscientemente, de pais, parentes e outros membros da sociedade. 

Quando a criança vem de uma família que não segue a métrica estabelecida, ela tem uma formação diferente e por conseqüência, valores diferentes: aí começa o desafio em entender, aceitar e ensinar. Temos incrustado na nossa sociedade que os diferentes são errados. Se em escolhas de times de futebol, ideologia partidária, escolha religiosa já é assim, quem dirá em modo comportamental.
A criança quando ingressa na educação infantil se depara com um novo mundo, com todas as diferenças possíveis, começa a impor sua própria bagagem cultural e quando são maioria querem impor suas próprias verdades. Começam os problemas, intolerâncias e bulling.
O grande desafio é justamente conciliar a bagagem cultural pré adquirida da criança com a realidade que terá que conviver daquele momento em diante. Se em um primeiro momento na sua educação, dentro de casa, foi importante essa rotulação de gênero, a partir do momento em que ela entra no ambiente escolar,  um novo horizonte se abrirá à sua volta e muitas coisas que eram estranhas e pareciam erradas podem e devem ganhar status de normal. Isso serve tanto nas famílias ditas “tradicionais” como nas “alternativas”. Não é possível uma mudança brusca do modo de viver e pensar em uma sociedade sem que traumas sejam causados. Por isso que a conscientização na fase da educação infantil é primordial. As aceitações da formação cultural adquirida juntamente com a introdução das novas idéias fazem uma junção que poderá levar as gerações futuras a administrarem cada vez melhor essa lacuna provocada por diferenças tão grandes em modo de viver que temos hoje em dia.

Há uma comparação entre comportamentos e habilidades entre meninos e meninas. Existem demarcações de fronteiras onde as meninas se tornam mais meigas e atentas enquanto os meninos são agitados e espevitados. Na verdade isso é uma zona de conforto, essa bagagem já vem da casa da criança e é reforçada para um melhor controle dos alunos no dia a dia. Muitos professores, quando são questionados pelas alunas sobre essa diferença (afinal muitas também querem ter a liberdade dos meninos) não sabem o que fazer e nem como contornar certas situações.
Um menino que quis se fantasiar de noiva, em um primeiro momento foi recebido com espanto pela professora (até pelo fato da mesma querer preservar o menino do possível bulling que o mesmo enfrentaria perante seus colegas de classe), Quando disse que não, ele escolheu outra fantasia, mas também voltada às meninas.
Uma menina escolheu um tênis com desenhos de monstros e jogava futebol e, mesmo inconscientemente, eram vistas como masculinizadas e não eram estimuladas a continuar jogando para não incentivar tal processo.
Algumas crianças riem, outras não... porem depende muito da idade. Quanto mais erotizada está a fase da criança, mais problemas com as diferenças ocorrerão.
Como já foi dito, o grande desafio está em entender, ensinar e romper essas barreiras, mostrando que os que querem se enquadrar nos padrões socialmente “aceitáveis” são livres para fazerem isso e os que não querem também são livres para viverem como quiserem. Não deverá haver, de forma nenhuma, distinção ou vantagem entre um padrão ou outro, não é porque um padrão vem de mais tempo ou é vivido por mais pessoas, que ele pode se sobrepujar aos padrões vividos por minorias ou diferentes. Todos somos diferentes, acontece apenas que em alguns as diferenças podem se tornar mais visíveis.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Pensando sobre o Ensino Medio



Com as reformas educacionais iniciadas em 1994 e fortalecidas a partir de 2002, vemos que o governo também tem se preocupado com a maior inclusão dos alunos no Ensino Médio e com seu melhor aproveitamento. Com isso elaborou diretrizes e orientações aos professores para que pudessem planejar e ministrar suas aulas de forma adequada com esse novo momento, alem de possibilitar, apoiar e oferecer a melhor formação dos  professores com cursos continuados e  incentivo a formação universitária.
As reformas no Ensino Médio, se deram, como dito, de forma mais efetiva a partir de 1994, sob o governo de Presidente Fernando Henrique Cardoso. O Brasil vinha de fortíssimas turbulências políticas (pós Impeachment) e econômicas. Como parte da reorganização do País deu-se uma nova formulação ao Ensino Médio, alinhando-o ao ensino técnico, para uma melhor qualificação dos jovens, que até então estavam muito defasados em relação ao futuro que os novos governos estavam traçando para o País. Em 1998 o governo cria o ENEM com o intuito de avaliar o Ensino Médio e nortear as novas políticas de educação. A partir de 2002, sob o governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva, as políticas de valorização do Ensino Médio se aperfeiçoaram. O Brasil já havia vencido a primeira fase da batalha (descrita logo acima) e, com o forte crescimento econômico, industrial e tecnológico, viu-se a necessidade de capacitar ainda mais os alunos e se iniciou o incentivo ao ingresso ao Nível Superior. O ENEM então passa a ser também um vestibular para ingresso nas Universidades Federais e, juntamente com o financiamento publico, também à Universidades Particulares, democratizando o Ensino Superior no Brasil.
Alguns problemas surgiram nesta nova fase, principalmente, com vazamento das provas do ENEM, com impressões e correções erradas das mesmas. Também notou-se um ranqueamento das escolas, diferenciando-as e. por conseqüência, deixando algumas com fama de escolas ruins. Alem do fato do SISU (Sistema de Seleção Unificada) não levar em conta as condições que os alunos estudam, não diferenciando alunos do Norte com os do Sul e Sudeste, por exemplo, avaliando apenas o desempenho individual, sem falar nas dificuldades encontradas em outros anos para a inscrição on-line.
Embora tenha caminhado a passos largos, o Ensino Médio ainda não cumpre como deveria seu papel formador e de inclusão. Quase metade dos jovens com idade de cursá-lo, estão fora da escola. O maior motivo se deve ao fator econômico ainda, onde os mais pobres não conseguem continuar os estudos, abandonando-os no meio do caminho ou simplesmente nem ingressando no Ensino Médio. Outro fator que tira os jovens da escola é o fato do Ensino Fundamental ser muito ruim ainda. Estatísticas mostram que poucos alunos usufruem do Ensino técnico nas escola federais, conjugado ao ensino médio ou não, justamente por não terem conhecimento curricular satisfatório e, por conseqüência, não conseguirem acompanhar a nova etapa, fazendo com que a grande maioria não se forme no final do curso.
O investimento na educação é, sem duvida nenhuma, o caminho para o crescimento e democratização plena do nosso País. Não adianta tentarmos conquistar uma produtividade agrícola e industrial, sem qualificar a mão de obra e sem investimento em melhor formação e qualificação cientifica. O ensino tem que ser priorizado desde o inicio, com fortificação da base, ou seja, o Ensino Fundamental; e de políticas que motivem os jovens a se interessarem pela escola e pelo trabalho.
A ampla política de assistencialismo que vemos hoje precisa ser revista. Em um primeiro momento foi de suma importância para retirada de boa parte da população da extrema pobreza, mas o que necessitamos agora é da especialização e da educação plena dessa parcela da população, a fim de que sua geração e as subseqüentes não necessitem de assistência, e contribuam efetivamente para o progresso de seu meio e da nação. O Ensino Médio é o caminho para o crescimento e enriquecimento do País e precisa ter maximizado seu aproveitamento. É necessário o REAL investimento na estrutura das cidades onde se detecta o maior índice de inadimplência e evasão. Investimento em saúde, em melhoria das escolas, em assistência social, com acompanhamento das familias e reforço escolar na fase do Ensino Fundamental. Isso sim levaria o aluno dessas cidades e classes mais pobres ao Ensino Médio melhor preparados para a nova fase, dando-lhes condições de competir de “igual pra igual” com alunos de melhor classe social.

sábado, 15 de novembro de 2014

Pensando sobre a evasão escolar




Há um fator social que precisa ter um peso maior nas analises de evasão escolar. As familias mais carentes não dão o devido valor à educação por conta das necessidades economicas que vezes passam e, por não verem um resultado pratico a curto prazo, acabam desvalorizando a importancia da escola. Há o fator cultural também: familias que por gerações se conformaram com determinado modo de viver, (apoiados muitas vezes pelo governo, quando são enquadrados em planos assistencialistas em detrimento de formação cultural e profissional) onde o jovem subsiste na sua idade de formação e é colocado no mercado de trabalho sem perspectivas de progressão social, estando fadado a ser sempre das classes C e D, quando na verdade deveria ser o contrario. O jovem precisa ser cobrado sim enquanto na sua formação nos ensinos basico e fundamental para que possa ingressar em boas universidades e sair um profissional qualificado, fato que lhe proporciona condiçôes reais de inclusão e ascensão social. O homem que não se esforça enquanto jovem, vive com dificuldades enquanto adulto enquanto que o jovem que se dedica a estudar com perseverança, vive tranquilamente na fase adulta, como no conta da cigarra e da formiga.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Pensando sobre o ensino fundamental



No papel, o governo diz que a implantação do regime de nove anos ao ensino fundamental seria para ampliar o direito das crianças ao sistema educacional, equiparando seu conteúdo e dando as mesmas condições de ensino aos alunos das escolas particulares. Não se levou em conta que as crianças não estivessem “formadas” ainda ao regime escolar existente hoje. A preparação para a escola é de suma importância e seu papel deveria ficar a cargo da pré-escola, como sempre foi, não enfraquecendo-a e trazendo uma piora no aprendizado das crianças de seis anos.
A não preparação corretadas das escolas à implementação do nono ano escolar impactou drasticamente nos novos alunos. A maioria das escolas não estava preparada fisicamente para receber as crianças, não tinham grade curricular compatível e distribuída corretamente para os nove anos. Isso fez com que as crianças fossem submetidas  a conteúdos incompatíveis com sua real preparação fazendo com que, principalmente em regiões mais carentes, a medida não surtisse o efeito desejado, pelo contrario, agindo como meio de afastamento ou desinteresse das crianças que adentravam às escolas.
Toda mudança na maneira como deve ser conduzida à educação publica: sua grade, suas metas, meios e modos, precisaria, necessariamente, passar pelo crivo da base educacional, ou seja, pelos professores, diretores, pais de alunos e sociedade civil em geral. A implementação do nono ano letivo foi decidida de “cima para baixo”, onde as autoridades tinham consciência dos inúmeros problemas existentes tais quais: falta de vagas, desinteresse, evasão escolar, baixo rendimento, entre outros. 
O governo adotou uma medida paliativa, mexendo com um modelo que, apesar de tudo, ainda funcionava aceitavelmente bem, que era a pré-escola. Sobrecarregou ainda mais os municípios, fazendo com que em regiões mais pobres a emenda ficasse pior que o soneto, como diria o poeta português  Manuel Maria Barbosa du Bocage.
A implementação do nono ano veio junto com uma porção de medidas que seriam tomadas, mas como sempre acontece, nada foi feito. É impossível avaliar o modelo tal qual está hoje sem as mudanças estruturais, curriculares, formativas e pedagógicas, mas é possível dizer que foi uma medida que apenas fez parecer que o governo buscou alguma coisa para melhorar a qualidade do ensino. Efetivamente não mudou nada, ou piorou na maioria dos casos.

Por fim, se medidas serias não forem tomadas como: a adequação física dos espaços com carteiras, cadeiras e mesas confortáveis e adequadas aos tamanhos das crianças, currículo pedagógico revisto, formação dos professores baseada na nova realidade, juntamente com os investimentos constantes na educação pré-escolar preparando as crianças para esse ingresso, hoje precoce, na fase escolar; só não será perda de tempo e atraso para essa leva de alunos que cursam e cursarão o ensino fundamental nos próximos anos, devido a heróica batalha diária dos professores que mesmo com tudo contra, mostram amor a profissão e contribuem para que a educação brasileira não seja o fracasso total que os governantes insistem em buscar.